
O ex-prefeito de Parobé, Diego Picucha, resolveu marcar presença nas comemorações dos 140 anos de Taquara. A intenção era clara: prestar uma homenagem institucional, bem posicionada e alinhada com o momento.
E, de fato, conseguiu chamar atenção.
Mas talvez não exatamente da forma que uma equipe de marketing político costuma planejar.
O material publicado nas redes sociais veio com todos os elementos esperados: tipografia bem trabalhada, identidade visual limpa, discurso correto… e uma imagem de fundo que simplesmente não representa Taquara. Nem de longe.
Na prática, o que se viu foi um cenário genérico, sem identidade, sem qualquer vínculo com a cidade homenageada. Um detalhe que, em tempos de comunicação digital altamente observada, dificilmente passa despercebido.
E é aí que surge a pergunta inevitável — com aquele tom que mistura ironia e preocupação:
Será que a assessoria de Diego Picucha está realmente preparada?
A resposta pode até ser “sim”. Preparada, talvez, em estrutura, ferramentas e até recursos. Mas o episódio levanta outra leitura possível — menos confortável:
preparada… para expor fragilidades básicas justamente no momento em que a comunicação deveria fortalecer a imagem de um pré-candidato a deputado estadual.
Porque, no jogo político atual, não basta estar presente nas redes. É preciso saber se comunicar com precisão, contexto e, principalmente, autenticidade.
Quando isso falha, o efeito pode ser o contrário do esperado.
Ao invés de construir imagem, desgasta.
Ao invés de aproximar, distancia.
E, em alguns casos, acaba “derretendo” a percepção pública — post a post.
No fim, fica a reflexão: não é sobre ter a melhor arte, a melhor ferramenta ou o melhor equipamento.
É sobre entender o básico.
E talvez esse básico tenha feito falta justamente no momento mais simples:
homenagear uma cidade… usando a própria cidade.






