
Uma mulher de 48 anos foi morta no início da tarde deste sábado (2), no bairro Paraíso, em Parobé, no Vale do Paranhana. O caso está sendo tratado como feminicídio.
Segundo a Brigada Militar, a vítima foi brutalmente agredida pelo próprio companheiro, de 46 anos, com socos, chutes e uma facada na perna. Ela chegou a ser socorrida pelo Samu e encaminhada ao Hospital São Francisco de Assis, mas não resistiu aos ferimentos.
Ainda conforme a corporação, ambos apresentavam sinais de ingestão de álcool. O suspeito foi preso em flagrante no local e encaminhado às autoridades.
O caso será investigado pela Delegacia de Polícia de Parobé.
Este é o segundo feminicídio registrado no município em 2026 — e o segundo em menos de um mês. O anterior ocorreu no dia 7 de abril.
Um levantamento sobre feminicídios em Parobé revela um dado preocupante: após anos sem registros, os casos voltaram a crescer de forma significativa no município.
De acordo com relatório analítico, entre 2016 e abril de 2026 foram identificados 5 feminicídios em Parobé. O que chama atenção é a concentração recente: 4 desses casos ocorreram apenas entre 2025 e 2026.
- 2016, houve 1 caso registrado.
- 2017 a 2024, nenhum caso foi identificado.
- 2025, foram 2 feminicídios.
- 2026 (até maio), já são 2 casos confirmados.
Casos recentes acendem alerta
Entre os crimes mais recentes estão o assassinato de uma jovem de 20 anos, em abril de 2026, morta a facadas dentro de casa pelo ex-companheiro, e o caso mais recente, no dia 2 de maio, quando uma mulher de 48 anos foi morta após ser brutalmente agredida pelo companheiro.
Os dados mostram que, apesar do número absoluto ainda ser considerado baixo, houve uma mudança brusca no cenário local, com concentração de casos em um curto período.
O que pode explicar esse aumento?
Especialistas apontam que, em cidades menores, oscilações podem ocorrer. Além disso, fatores como maior visibilidade dos casos e o fortalecimento das denúncias podem contribuir para o aumento dos registros.
Mesmo assim, o cenário preocupa. Em nível estadual, o Rio Grande do Sul também registrou alta nos casos de feminicídio, o que reforça o alerta para toda a região.
Atenção e combate à violência
Os números reforçam a importância da denúncia e da atuação das autoridades no combate à violência contra a mulher. Casos recentes mostram que muitos crimes ocorrem dentro de relacionamentos, muitas vezes após histórico de agressões.
Denuncie violência: Ligue 180






